O Reuters Institute for the Study of Journalism publicou em 2026 um diagnóstico estrutural que deveria preocupar toda redação e assessoria de imprensa: governos de múltiplos países estão construindo listas curadas de criadores de conteúdo — YouTubers, podcasters, influenciadores — para integrar em estratégias de comunicação e incluir em coletivas de imprensa. Não é mais uma tática marginal. É política de Estado. O Pioneiro Gavin Newsom abriu o caminho em fevereiro de 2025 com um podcast político que virou referência. O relatório prevê que em 2026 um líder nacional de grande porte vai replicar a estratégia. Apostamos que já está acontecendo. A razão é simples: confiança na mídia tradicional caiu. Engajamento caiu ainda mais. Políticos, executivos e celebridades chegaram a uma conclusão inevitável — por que depender de repórteres quando você pode gravar com um podcaster simpático que faz perguntas que você gosta de responder? O "Trump 2.0 Playbook" O relatório chama assim: Trump 2.0 Playbook. É o pacote completo. Inclui:
Bypassar completamente veículos jornalísticos Dar entrevistas exclusivas a criadores de conteúdo alinhados Acompanhar tudo com ameaças legais contra jornalistas Deslegitimar sistematicamente a imprensa independente como "fake news"
Está sendo copiado globalmente. Em 2026, isso não é exceção. É tendência. A IA Como Infraestrutura Enquanto isso, redações menores estão descobrindo que IA deixou de ser "experimento divertido". É necessidade operacional agora. Menos repórteres. Mais automação de pauta. Triagem de notas feita por algoritmo. Cobertura mais rápida, menos profunda. Para você que trabalha com comunicação: isso significa que a mídia que vai cobrir seu cliente está mudando de forma. E você precisa estar um passo à frente. O Media Training Desatualizado Aquele playbook de media training que funcionava há três anos? Está morto. Treinar porta-voz hoje não é mais "prepare-se para uma entrevista com o Jornal Nacional". É:
Preparar para podcast (duração diferente, tom conversacional, perguntas abertas) Produzir vídeos curtíssimos para plataformas (narrativa condensada, alta retenção) Antecipar deepfakes (qualquer clipe de 30 segundos pode ser manipulado) Entender quando fazer bypass da mídia tradicional e quando enfrentá-la
O risco é imenso. A oportunidade, também.